segunda-feira, 1 de junho de 2015

NÃO VIM À ACADEMIA FAZER AMIGOS

Já se vão 30 anos desde que mamãe me viu pela primeira vez e deu aquele sorrisão animado dizendo “tão feia, coitada, mas como já amo”, e posso garantir que o tempo passa rápido, voando, quase tão veloz quanto o movimento que diariamente fazem hoje meus peitos desde o sutiã de que são privados até o geladíssimo chão, onde encostam quase sem estardalhaço, e como eu dizia, já foram 30 anos mas não parece ter sido nem 10.
De modo que, lutando contra a gravidade, a idade, a flacidez e a sordidez do tempo, e tendo começado a batalha bem depois do que deveria, já há um ano corro atrás do prejuízo de cima duma esteira elétrica, e debaixo duma outra dezena de ferros, manivelas, barras e instrumentos diversos que deveriam me deixar gostosa(mas teve uma pausa de uns 6 meses por motivos de doença), mas que, até o presente momento, só têm me feito parecer estúpida e me confirmado desengonçada além do limite tolerável pelo mundo fitness.
Estou longe da Gabriela Pugliese e pertissimo da Betty Faria. De chapada, só minha memória.

Gabriela Pugliese
E, posto que vivo bem com isso, a ida ao templo da saúde, do bem-estar e da beleza acontece sem grandes cobranças, suave, de boa. Empurro minhas coisas, puxo minhas paradas, ajoelho, levanto, e aquilo que chamam de treino corre ausente de trancos ou graves acidentes. No máximo, no máximo, um pesinho de 4 kg caindo no pé, mas nada que no ambulatório não se resolva.
Na academia de ginástica, sou feliz como sou: flácida e impopular.
Driblando a sofrência que envolve fazer muita força e ao mesmo tempo respirar, sigo rumo à medalha olímpica concedida aos que completam o plano anual sem desistir. Confesso que já quis bastante, mas a pressão dos $$$ pingando na conta do banco sempre me faz voltar atrás e vestir a legging. Bate esse whey e toma, garota, coragem.
Sou do tipo que agora malha sem fone, o que denunciaria, das duas, uma, ou minha total abertura a novos contatos, ou minha falta de verba para investir em fones que funcionem por mais de uma semana sem dar defeito. Uma dica: comprei todas as minhas roupas de ginástica no outlet. Sou pobre, não vim aqui fazer amigos.
No entanto o prestativo homem que sabe meu nome (personal Trainer), mas de quem tenho algumas informações além de 1) é homem 2) é prestativo, puxa conversa e, atencioso, quer saber de mim, ahh esqueci do detalhe 3) é meu primo ( rsrs ). Veja, nem eu sei de mim. E, ainda que soubesse, não conseguiria te contar, porque puxar estes 19 quilos e respirar e falar ao mesmo tempo é demais pra mim. Não me levem a mal. É descoordenação, não falta de apreço.
No vestiário lotado, disputo espaço na pia com duas garotas que têm cada uma metade da minha idade e o triplo do meu sex appeal. Tudo bem, sei conviver com isso. Como eu disse, já são 30 anos de conformismo. Só dói um pouco em momentos como quando o carro delas ficam bem na frente visível para qualquer um, que no fundo  por ser sujo e humilde o meu. Mas já resolvi esse problema, estou indo a pé, muito mais saudável.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

SORTEIO: QUER GANHAR UMA LINDA CANECA DO BLOG SABRINA MARTINS?



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BOA SORTE



quinta-feira, 14 de maio de 2015

PASSARINHO QUER VOAR?


Não há nada no mundo mais revigorante que a visão de um rapaz bonito caminhando em sua direção. Mesmo que seja um desconhecido, rumando ao infinito e além, mas apenas o simples fato de que, uau, como ele é esbelto e vai passar aqui pertinho, ah, isso já muda o dia e alegra a vida. Mas, espera. O que o rapaz bonito está fazendo?? Não. Diga que não é verdade. Não acredito. Você arruinou tudo, moço. Você descompôs tudo. Você, você, você...
... você botou a mão no seu PIRU. Sim. Você estava fazendo tudo direitinho, sendo você, sendo maravilha, mas não dava para aguentar, né? Você TINHA que cutucar suas partes. Na rua. Em público. Sem pudor.
Ninguém aqui está dizendo que seu passarinho não mereça um carinho. Afagar o seu bichinho é coisa que todo dono faz. Mas, olha, agradar um animalzinho desse tipo é coisa pra acontecer em casa.
Compreensível, evidente, que não era esta a espécie de contato que você buscava naquele gesto com que - embora quase gracioso de início - conseguiu aniquilar toda a harmonia mundial em um segundo. Mas é importante explicar que, mesmo o mais sutil toque no seu bilau no meio da rua é coisa das mais indelicadas que existem.
Imagino, sim, que às vezes ter algo pendurado no meio das pernas possa ser deveras incômodo. Possa, como já li em publicações especializadas, repentina e inoportunamente grudar-se a outras partes do corpo, tornando imperativa uma urgente manobra de emergência.
Só que nem esta é uma boa justificativa. Porque, veja só, quando há, por exemplo, uma meleca bloqueando sua respiração, você enfia o dedo na narina para brutalmente removê-la, não se importando com o mundo que gira à sua volta? Óbvio que não. Mesma coisa com o fiapo de carne pendurado em seu dente, incômodo à beça, mas que só no banheiro, escondido da humanidade, será deposto e devidamente engolido em reparação.
Com seu bigulim deveria ser a mesma coisa, e não do jeitinho singelo que você faz, METENDO A MÃO no meio das pernas como se o amanhã não houvesse, como se a rua apenas sua fosse, e como se eu e todo mundo que passa obrigados fôssemos a te ver ajeitando as bolinhas melhor dentro da cueca box.
Ou coçando as coisas, que eu, bem da verdade, não sei exatamente qual a intenção de seu tão sutil gesto – e não me corrija nem me informe, que, juro, não preciso desta informação para seguir a vida.
A única coisa que preciso, reafirmo, é que você pare de mexer aí embaixo. Ou, melhor, que mexa só quando ninguém estiver olhando – e, acredite, na rua SEMPRE tem alguém olhando. De modo que, para acarinhar seu pet de maneira anônima e segura fora de casa, o único jeito é se trancar no banheiro sozinho, bonito, no conforto. Como fazem as meninas na hora de ajeitar a calcinha que escorrega lá pra dentro e incomoda.
Espero muito reencontrá-lo na rua, rapaz bonito, de maneira extrema e promissora. Só me jure, pelamor, que desta vez manterá as mãos sempre à vista, de preferência segurando, no máximo, o corrimão brilhante de uma escada.
Fica a dica, as mulheres agradecem pela delicadeza rapazes!
Como já disse não precisamos ver essa cena!

terça-feira, 21 de abril de 2015

SUSPENDERÃO OS JARDINS DA BABILÔNIA, SEGUINDO A LÓGICA DOS DESCONTENTES, SERÁ QUE AS NOVELAS DEVEM MESMO RETRATAR A REALIDADE E QUE SÃO RESPONSÁVEIS PELO RUMOS DO COMPORTAMENTO SOCIALl? É A VIDA QUE IMITA A ARTE?

Pela primeira vez na história o horário nobre da Rede Globo está realmente ameaçado. Entre canais pagos, séries americanas e seus poucos concorrentes no canais abertos, a emissora vinha resistindo heroicamente com altos índices de audiência. Até que começou a crise da novela Babilônia.
O drama todo permeia diante da falta de retidão e cumprimento dos “bons costumes” dos personagens da novela, que dariam mau exemplo às famílias brasileiras. Mas péra, quando que alguma novela foi politicamente correta?
Até onde me recordo, as novelas consistem basicamente em uma mocinha tentando ser feliz, e uma vilã valendo-se de todas as mais terríveis artimanhas para tomar/ arruinar o que é seu. Ao menos novelas costumavam ser assim, pois é necessário um enredo, uma problemática, para haver história.
Eu nem quero entrar no mérito da “instituição familiar”, até porque a família, desde que me conheço por gente, já aderiu tantas variáveis quanto possível. Meus pais continuam casados e comemoraram 35 anos de casamento, mas definitivamente não é o usual. Os beijos gays já geraram grandes expectativas, causaram frisson inúmeras vezes nas novelas brasileiras, foram prontamente aceitos no BBB14, levando a sister Vanessa à campeã da edição. Não parece haver motivo para a histeria inicial retornar, até porque os selinhos trocados pelo casal de idosas apareceram como um ato de carinho, sempre contextualizados e em segundo plano em relação ao enredo e não mais como chamarizes sensacionalistas para captar novos espectadores. Preguiça de retroceder nessas discussões que já ficaram no ano passado, quando todos torceram pela felicidade do Félix com o sushiman Niko no final de Amor à Vida.
Mas tem algo que está me incomodando nessa discussão toda: Afinal, novela é um entretenimento ou uma história da vida real? É ficção ou deve estar alinhada a uma realidade nua e crua do nosso cotidiano? É a arte que imita a vida, ou a vida que imita a arte?

Porque veja bem quantas novelas fantasiosas já foram veiculadas, e o retorno da Cora repaginada em Império taí para não nos deixar mentir. Pode ser que a novela Babilônia não tenha engrenado pela chatice da mocinha protagonista sem sal e barraqueira de carteirinha, realmente olhar uma novela sem ter por quem torcer é bem frustrante. Agora dizer que a rejeição vem das suas abordagens caricatas e personagens ou muito bonzinhos, ou muito malvados, que passam longe da vida real é uma asneira. As novelas sempre foram assim.
Eu não entendo daonde veio isso, porque a novela tem que necessariamente retratar a vida real? Geralmente as histórias, especialmente as “novelísticas”, são nutridas de exageros, da exaltação de esteriótipos, encontros arranjados e soluções fora da realidade. É justamente essa a graça dos grandes folhetins. Mas se for pra falar do contrário, bom, a novela Avenida Brasil era cheia de terríveis realidades, ódio, vingança e violência, na qual a maldade era a verdadeira protagonista, e ainda assim foi o maior dos sucessos.
Agora, sem aviso prévio, a sociedade resolve se encher de exacerbados pudores e rejeita as histórias que sempre foram grandes clássicos. Histórias de amor, de vingança, de possessão, de discórdia familiar. Babilônia fala exatamente sobre isso: amor, inveja, compaixão, força. Todo aquele clichezão de sempre.
Sim, nos espelhamos nas novelas em relação à moda, música e jargões. Uma vez ouvi do diretor Jayme Monjardim em uma palestra que o público das novelas quer ver riqueza e sonhar com uma vida inatingível. Quem vê novela quer a cor do batom ou do esmalte de tal personagem, a roupa que outra usa, ou o sofá de uma casa cenográfica, e daí pode ser da vilã ou da mocinha, o que importa é que é bonito.
Mas, além disso, as novelas estimulam principalmente discussões e reflexões diante de temas atuais. E parece que essa rejeição que recai sobre a novela Babilônia está mesmo beirando a censura, uma vez que barra importantes debates sobre sexualidade, homossexualidade, prostituição, violência e ateísmo.
Independente da abordagem da novela, não se pode garantir que as pessoas vão transformar seu caráter e suas vidas e desgraçar suas famílias por influência de um folhetim. Esse tipo de afirmação apenas subestima o pensamento crítico do espectador. Não me parece sensato atribuir à novela toda essa responsabilidade sobre a educação.
Se fosse pelos motivos apontados, relativos à deterioração de valores morais e "bons costumes", personagens nem tão "certinhos" assim jamais teriam se sobressaído. O livro 50 Tons de Cinza não estaria levando a mulherada ao êxtase, o matador justiceiro Dexter não seria um anti-herói queridinho e a série Back is the New Orange jamais faria o sucesso estrondoso que fez. Dentro da Globo, emplacou o matador de mocinhas na pele do agora cafetão Bruno Gagliasso da minissérie Identidade e a garota de programa Danny Bond de Felizes para Sempre que surge para sacudir o relacionamento de um casal em crise. As pessoas buscam esses esteriótipos, sim. Então, o que há de errado com Babilônia, afinal?
Existe cada vez mais essa exigência para que as novelas sejam politicamente corretas, sem vilões, sem violência, sem sexo ou bebidas alcoólicas, onde todo mundo é “perfeito” e feliz. No fim das contas, os autores preferiram mudar a história a entrar na briga com seu público. Alias, parece que é uma tendência mundial e os vilões perderam seus postos até nos clássicos Disney, a qual está reformulando suas histórias para mostrar um lado, digamos, mais humano das criaturas do mal. Vide Malévola.

Gerações inteiras vibraram, se emocionaram e sobreviveram às histórias com vilãs malignas a la Odete Roitman sem virar pessoas perversas ou com problemas de caráter por conta disso. E isso acontece justamente porque são apenas histórias, e histórias não necessariamente refletem a vida real. Ninguém é tão bonzinho como as mocinhas, nem tão malvado como os vilões das histórias. Nem tão raso como seus personagens. O ser humano é muito mais complexo do que isso.
O papel da TV é trazer informações, entreter, interagir. Histórias podem, sim, ser politicamente incorretas e podem, acima de tudo, apresentar realidades diversas. O maniqueísmo também é um clássico e não é necessariamente ruim. Além do mais, nem tudo no mundo são flores e acontece da melhor forma, só que nas novelas, se não pegarem o ladrão, tá errado!
Assim como nos filmes, na vizinhança ou qualquer outro cenário q nos distancie do meio em que vivemos, as novelas nos mostram outras possibilidades, a realidade não é estática, e as nossas escolhas continuarão dependendo apenas de nós mesmos. Não dá pra ser tão ingênuo a ponto de dizer que as pessoas são influenciadas cegamente pela TV, no máximo terão novas informações sobre assuntos distantes da sua realidade atual e poderão repensar o rumo de suas vidas diante disso.
O público só quer boas histórias, quer se emocionar, sentir, torcer pelos personagens, ter um momento de descontração. E, especialmente, ter contato com o diferente, uma válvula de escape. Esperar retidão nas novelas só serve pra deixar tudo muito chato. Apenas parem!


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Galera hoje é quinta feira eu já tenho quase 30...
Essa vai para aquelas "garotas" como eu que em uma quinta feira ( no meu caso é hoje ) já tem quase 30 anos...
Não é fácil meninas eu sei...
3.0 como dizem por ai!
Será que estou ficando velha? Será que agora os sinais do "tempo" vão aparecer? Será que eu...? São tantas questões, tantas indagações que passam pela minha cabeça, imagino que a de vocês também!
Mas vamos lá, dizem também que a vida começa depois dos 30.
Vamos curtir os últimos dias que nos resta na "casa" dos 20, no meu caso muito pouco mesmo!
Minha ultima quinta feira que posso dizer: "tenho 29 anos"
Meninas, vamos curtir... Vamos curtir os 30 ...


Link: https://youtu.be/tT1MF1sgem4    
Sandy - Aquela dos 30

quarta-feira, 8 de abril de 2015

08 DE ABRIL DIA MUNDIAL DO COMBATE AO CÂNCER

Todos nós sabemos que a luta contra o câncer é diária. No Dia Mundial do Combate ao Câncer, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é importante chamar ainda mais atenção de todas as nações, líderes governamentais e do público em geral para a importância da discussão dessa doença que atinge altos índices.

Nas últimas décadas, o câncer ganhou uma dimensão maior, convertendo-se em um evidente problema de saúde pública mundial. A OMS estimou que, no ano 2030, podem-se esperar 27 milhões de casos incidentes de câncer, 17 milhões de mortes por câncer e 75 milhões de pessoas vivas, anualmente, com câncer. O maior efeito desse aumento vai ser em países de baixa e média renda.

No Brasil, no ano de 2012, ocorreram 518.510 casos novos de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma, reforçando a magnitude do problema do câncer no país. Sem os casos de câncer da pele não melanoma, estima-se um total de 385 mil casos novos. Os tipos mais incidentes serão os cânceres de pele não melanoma, próstata, pulmão, cólon e reto (intestino) e estômago para o sexo masculino; e os cânceres de pele não melanoma, mama, colo do útero, cólon e reto e glândula tireoide para o sexo feminino.

A prevenção ainda é o melhor caminho para se evitar a doença. "Há dois tipos de prevenção: prevenção primária e secundária. A primeira consiste na mudança dos hábitos pessoais de um indivíduo com o objetivo de reduzir a influência dos fatores ambientais causadores de uma determinada doença. A segunda, diferentemente, foca no seu diagnóstico precoce, partindo da premissa de que, quanto antes for feito o diagnóstico do câncer, maiores são as chances de cura do paciente. Isso também tem um impacto econômico, uma vez que os altos custos do tratamento podem ser evitados quando há um programa de prevenção eficiente e de baixo custo", explica o médico oncologista Amândio Soares, da Oncomed BH.

quinta-feira, 26 de março de 2015

QUEM RESPEITA QUER SER RESPEITADO!


Quando emitimos sinais de respeito tendemos a ser respeitados, pelo menos é assim que grande parte das pessoas pensam, inclusive eu. No entanto muitas vezes respeitamos as pessoas que pouco se importam com os atos alheios, embora queiram ser bem tratadas, estas mesmas pessoas não dedicam parte de seu tempo para tratar os outros conforme desejam ser tratadas. A vida é assim, a vida segue assim, no entanto, podemos nos conscientizar e pelo menos tentar fazer a nossa parte, ou seja, respeitando, pois assim continuaremos em evolução.

Quando percebemos que estamos diante dessas pessoas que não entendem o que é respeitar, é nesse momento que temos a oportunidade de praticar ainda mais a compreensão e o respeito. Não é fácil, pois em algumas circunstâncias não conseguimos nos concentrar e pensar com calma sobre as nossas atitudes, mas é por isso que é necessário exercitar sempre que possível. Respeitar é uma atitude que em muitas ocasiões é simplesmente representada através do silêncio.


Quem não gosta de ao estar atravessando uma rua, ver um carro parando para lhe dar a vez? E o motorista, que ao parar o carro para o pedestre atravessar a rua, sente dentro de si uma sensação de prazer por estar sendo gentil com o seu semelhante. São pequenas atitudes como essas que tornam o dia da gente ainda melhor.

segunda-feira, 16 de março de 2015

CALCINHA QUE BARRA A MENSTRUAÇÃO


Como funciona a novidade que dispensa absorvente?


Os incômodos da menstruação são muitos, entre eles a sua chegada em um momento inesperado, o fluxo intenso e o medo do vazamento. Em alguns casos, o uso do absorvente não é suficiente para evitar constrangimentos. Para solucionar esses problemas, uma estudante americana criou um produto que promete ser revolucionário: a calcinha que absorve o sangramento. O produto é lavável e pode ser utilizado por muitas vezes, como uma calcinha comum.

Julie Sygiel, que é formada em engenharia química, teve a ideia durante uma aula de empreendedorismo na qual precisava criar algo inovador, que ainda não existisse no mercado. A partir daí, pesquisou diversos tipos de tecidos e texturas até chegar ao que considerou ideal. Depois de registrar a patente da nova calcinha, ela investiu ainda mais no produto, com o apoio financeiro de um engenheiro, apresentado a ela pelo próprio professor do curso.
Segundo matéria publicada na Folha de São Paulo, a calcinha é feita de um tecido resistente, em várias camadas, que suportam o equivalente a até três colheres de chá de líquido sem vazar e tem um design atraente, além de não ficar com mau cheiro. 
A linha de calcinhas, cujo foco é proteção e conforto, recebeu o nome de Dear Kate e vem sendo cada vez mais procurada pelas mulheres, inclusive pelas que sofrem com incontinência urinária. O preço não é barato! O modelo mais em conta sai por 30 dólares, o equivalente a 90 reais. No Brasil, por enquanto, a única forma de adquirir é através da internet.

segunda-feira, 9 de março de 2015

ESTILO DOS ANOS 70 ESTA NA MODA ENTENDA POR QUE?


Exótica, fluida, boêmia, "gypset" – essas são as palavras que devem dominar o mundo da moda neste ano. O look hippie-chic dos anos 70 já está à nossa volta e roubou a cena na apresentação das coleções Primavera/Verão 2015 nos principais desfiles do mundo.


Das túnicas florais da grife Céline e calças boca-de-sino de veludo cotelê da Louis Vuitton às maxi-saias e turbantes da Saint Laurent, os anos 70 estão indubitavelmente de volta. A estilista britânica Bella Freud até batizou um novo perfume com o nome de 1970, cujos tons predominantes são o almíscar e patchuli.

O look "gypset" dos anos 70 – combinação dos termos "gypsy" ("cigano") e "jet set" (que remete à sofisticação) – é global, glamouroso, luxuoso, hedonista e extravagante. Ele evoca imagens como almofadas no chão e incenso, artistas plásticos, estrelas do rock e suas fãs.
Enquanto isso, em Londres, uma nova exposição no Museu de Moda e Têxtil celebra justamente a moda boêmia daquela década e a obra da estilista Thea Porter. Falecida em 2000, suas roupas hoje só podem ser usadas por um grupo restrito de colecionadoras – entre as mais famosas estão Julia Roberts e Kate Moss.
Kate Moss:

Mas o que fez aquela década ser tão influente na moda?
"No fim dos anos 60, as pessoas queriam mudança", explica Dennis Nothdruft, curador-chefe do museu londrino. "A moda se tornou mais leve, mais romântica, menos agressiva, mais fluida. O movimento absorveu influências de outras culturas, principalmente as do Oriente Médio e norte da África, e de uma certa nostalgia pelos anos 30 e pela era vitoriana. E a moda também passou a sintonizar mais o que ocorria no mundo da música".
Porter, que a curadora diz ser da vanguarda daquele momento, passou a maior parte de sua infância entre Jerusalém e Damasco e foi muito influenciada pela estética do Oriente Médio. Ao se mudar para Londres para carreira como pintora, ela acabou se tornando designer de interiores e logo passou criar roupas.
Os Beatles, Jimi Hendrix e os integrantes do Pink Floyd eram frequentadores da loja que ela abriu e sempre vestiam suas criações – camisas de chiffon, casacos brocados e calças boca-de-sino de veludo.
Elizabeth Taylor era fã dos volumosos caftans desenhados por Porter. E peças como saias e vestidos de inspiração cigana logo se tornaram populares. Criados meticulosamente em chiffons finos e com tecidos tramados e bordados à mão, eram obras-primas do design.
Elizabeth Taylor:


Pouco depois, a estilista expandia os negócios para Paris e Los Angeles. Na capital do cinema, ela conquistou a clientela "hippie-rica" que vivia a onda da contracultura. Joan Collins, Barbra Streisand e Faye Dunaway compraram várias de suas peças. Streisand até encomendou uma série de looks, cada um para combinar com um ambiente de sua mansão.
"Thea Porter foi o expoente máximo do estilo boêmio dos anos 70", define Nothdruft. "Ela tinha um jeito diferente de ver a vida".
Mas por que o hippie-chic volta à tona justamente agora? Para o especialista britânico, trata-se do "pêndulo da moda". "Nos últimos anos fizemos uma abordagem da moda muito rígida, moderna, utilitária, com muita estamparia digital. E o look boêmio dos anos 70 é exatamente o oposto disso, representa uma maneira mais relaxada de se vestir", explica.
E será que o momento que vivemos também não permitiu essa volta? Sim. O estilo dos anos 70 parece mais verdadeiro, mais honesto, mais humano. Na atual era digital, as pessoas estão valorizando mais essas qualidades – e estão valorizando experiências e viagens. As grandes redes de confecções chegaram a um ponto de saturação – é por isso que o vintage está cada vez mais popular.
O início dos anos 70 foi uma época de idealismo, radicalismo, anticonsumismo, contestação social e mudanças, com ênfase no debate sobre a igualdade de raças e de gêneros. Mas o boehmenismo já estava entre nós muito antes disso: surgiu como uma filosofia que influenciou as artes no século 19, principalmente como uma rebelião não-conformista contra a ascensão da rigidez burguesa. Foi apenas no fim dos anos 60 e início dos 70 que isso se fundiu com a contracultura e com o movimento hippie.
É claro que a noção de uma moda hippie-chic é uma contradição em termos, um paradoxo tão absurdo quanto o vivido há 40 anos, segundo a escritora Laura McLaws Helms, que também atuou como curadora da exposição sobre Thea Porter e escreveu um livro sobre a estilista. O look hippie começou como um modo de afirmação política – uma espécie de antimoda – mas logo se tornou a própria moda.
Mesmo assim, ao que parece, os estilistas de hoje desejam se conectar ao clima autêntico e livre dos anos 70. A grife italiana Valentino convidou a veterana Celia Birtwell, um dos grandes nomes da moda daquela década, para colaborar com sua coleção pré-outono 2015.
A coleção foi composta por vestidos florais etéreos, com acabamentos em renda e enfeitados com os bordados românticos de Birtwell. Os modelos foram aplaudidíssimos, e um deles foi até usado pela poderosíssima Anna Wintour, diretora da revista Vogue.
Junto com Ossie Clark, seu marido e parceiro de criação nos anos 70, Birtwell manteve uma das marcas mais badaladas do autêntico movimento hippie-chic, atraindo uma clientela estrelada. "Não pensávamos em dinheiro. Tínhamos mais liberdade", conclui.

"Não pensávamos em dinheiro. Tínhamos mais liberdade" Celia Birtwell.